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Exame gustativo do vinho: acidez, taninos, corpo e equilíbrio
É na boca que o vinho mostra sua estrutura. Entender acidez, taninos e equilíbrio é o que separa "gostei" de "sei por que gostei".
Como provar
Tome um gole pequeno, deixe o vinho circular pela boca (inclusive sob a língua e nas laterais) e, se quiser, puxe um fio de ar entre os lábios para liberar mais aromas. Engula ou cuspa (em degustações com muitos vinhos, cuspir é normal e profissional) e observe o que fica.
Acidez
É a sensação que faz salivar, principalmente nas laterais da língua. A acidez dá frescor e sustenta o vinho com o tempo. Em excesso, agride; em falta, deixa o vinho mole e pesado. O que se avalia é se ela está nítida e equilibrada.
Taninos (nos tintos)
Os taninos vêm das cascas, das sementes e da madeira. Dão a sensação de boca seca e travada, como no chá forte. Bons taninos são finos e sedosos; os ruins são ásperos e verdes. Em vinhos brancos, rosés e espumantes, os taninos praticamente não existem; por isso, nesses estilos, avalia-se a refrescância.
Corpo, álcool e doçura
- Corpo: o peso do vinho na boca, de leve (como água) a encorpado (como leite integral). Está ligado ao álcool, ao extrato e à estrutura.
- Álcool: dá calor e sensação de maciez. Se queima, está em desequilíbrio.
- Doçura: vinhos secos têm pouco açúcar residual; quanto mais açúcar, mais doce. Fruta madura e doçura não são a mesma coisa.
Fruta, amplitude e persistência
- Fruta: o sabor e a intensidade da fruta na boca; deve ecoar o que o nariz sentiu.
- Amplitude: o quanto o vinho preenche a boca, de ponta a ponta, do começo ao fim.
- Persistência: por quanto tempo o sabor permanece depois de engolir. Conte os segundos: poucos segundos é curto; mais de dez ou quinze costuma indicar um vinho de bom nível.
Equilíbrio
É a harmonia entre álcool, acidez, taninos e fruta, sem que algum se sobressaia de forma desagradável. É o critério que mais pesa na impressão de qualidade: um vinho equilibrado costuma ser bom mesmo quando é simples.
Um roteiro rápido
- Primeiro impacto: fruta, doçura, acidez.
- Meio de boca: corpo, amplitude, taninos.
- Final: persistência e a sensação que fica.
- Visão geral: o conjunto está equilibrado?
Continue pela ficha de degustação ou veja como as notas viram uma pontuação em nota de 50 a 100.
Em resumo
- Acidez faz salivar; taninos secam a boca; corpo é o peso do vinho.
- Fruta, amplitude e persistência mostram a qualidade; o equilíbrio costuma pesar mais.
- Em brancos, rosés e espumantes avalia-se a refrescância no lugar dos taninos.
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